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LPS – Local Port Services

SmartLPS é uma plataforma de transformação digital portuária que integra nativamente todos os processos e partes interessadas envolvidas, um grande hub de conectividade, proporcionando consciência situacional de cada operação.

A Prestação de LPS visa melhorar a segurança portuária e a coordenação dos serviços portuários com a comunidade portuária, através da divulgação de informações a navios e operadores de cais e terminais. Consiste em:

  • Monitoramento – passivo – de Tráfego Aquaviário:
    Sinalização náutica, batimetria e eventuais outros recursos de apoio à navegação interna.
  • Serviço ECDIS local:
    Sinalização náutica, batimetria e eventuais outros recursos de apoio à navegação interna.
  • Gestão do Tráfego Aquaviário:
    Ordenamento das filas de atendimento e alocação de berços e recursos de cais.
  • Gestão do Fluxo de Documentos:
    Aut. Portuária, Agências, Operadores, Praticagem e outros prestadores de serviços.
  • Segurança de Operações:
    Monitoramento da aproximação;  Solicitação nas amarras; Esforços mecânicos nas defensas.
  • Segurança, Meio Ambiente e Saúde.:
    Harmonização dos procedimentos de SMS, compartilhamento dos PRE, etc.
    Meteorologia, etc. Módulo de geolocalização de pessoas.

E-Navigation

e-navigation é um estratégia desenvolvida pelo IMO para a melhoria da qualidade da navegação de berço a berço através da organização e comunicação integradas e harmônicas de dados de terra e de bordo através de meios eletrônicos que possibilitem livre fluxo de dados entre navios e entre navios e instalações em terra proporcionado segurança da navegação e proteção ao ambiente marinho.

Soluções Prioritárias para o e-Navigation:

  • S1: projeto de passadiço aperfeiçoado, harmonizado e funcional;
  • S2: padronização e automatização de relatórios;
  • S3: aprimoramento da confiabilidade, resiliência e integridade dos equipamentos do passadiço e informações de navegação;
  • S4: integração e apresentação, em display, das informações recebidas via equipamentos de comunicações; e
  • S5: aperfeiçoamento das comunicações no portfólio dos serviços de VTS (não limitado às estações VTS).

As soluções S1 e S3 promovem o uso funcional e prático de informações e dados a bordo.

As soluções S2, S4 e S5 têm como foco a transferência automática de informações e dados entre todos os usuários (navio-navio, navio-terra, terra-navio e terra-terra).

Bibliografia:
http://www.imo.org/en/OurWork/Safety/Navigation/Pages/eNavigation.aspx
http://www.maritimekr.org/2019/01/25/korea-has-accelerated-its-pace-in-the-e-navigation-development/

“Estímulo à modernização”

A opinião do nosso CEO Marcos Santiago sobre o panorama da modernização portuária em reportagem da revista Portos e Navios:

“A NavalPort também destaca que a maior parte dos investimentos em tecnologia foi realizada pela iniciativa privada, sobretudo, pelos terminais de contêineres. O CEO da empresa, Marcos Santiago, lembrou que Brasil vem de uma crise econômica prolongada e que isso impactou a velocidade da modernização da indústria portuária. Porém, por outro lado, o crescimento da demanda de exportações do agronegócio tem exigido operações mais eficientes e seguras, o que torna essencial a adoção de tecnologias.
Em 2019 a NavalPort percebeu aumento, em relação ao ano anterior, nas consultas sobre as tecnologias da empresa, principalmente para plataforma móvel de atracação. Já para o segundo semestre de 2020, será entregue a implementação de um Sistema de Monitoramento de Atracações no Porto de Suape (PE). Esse sistema vai auxiliar as atracações nos berços de granel líquido operados pela Transpetro. Além disso, a NavalPort está negociando a instalação de um sistema semelhante em um porto fluvial no estado do Amazonas.
A empresa também está investindo no aprimoramento contínuo da sua plataforma de gestão aquaviária e segurança de manobras de navios (SESOP) e de inteligência situacional. A SESOP coordena o planejamento das chegadas dos navios, dando previsibilidade à operação e disciplinando todo o fluxo de comunicação entre os players. A plataforma acompanha também as embarcações desde o fundeio, registrando e processando dados de navegação e atracação e permitindo, assim, que o gestor de operações aperfeiçoe seu processo. Segundo Santiago, isso gera, inicialmente, consciência situacional de toda a operação aumentando os ganhos em eficiência de forma sinergética.
Para ele, daqui a três anos o país vai vivenciar um boom no crescimento da inovação portuária. Entre as razões para isso, segundo ele, está a presença do agrobusiness nos diversos modais; a redução da presença do Estado na gestão dos portos; o aumento do interesse das startups em produzir inovação no setor e a necessidade de melhoria contínua nos índices de desenvolvimento sócio-ambiental no modal portuário.
No entanto, de acordo com ele, para alcançar um alto nível tecnológico o país ainda precisa enfrentar alguns desafios. O primeiro deles é mostrar ao gestor que o investimento em inovação se reverte em produtividade e segurança. Ele entende que ainda existe uma resistência natural à inovação no setor portuário, sendo este um segmento tradicional e cauteloso. Portanto, ele enfatiza a necessidade de que haja cuidado em conceber e ofertar sistemas de inovação que complementem e aperfeiçoem métodos e processos já estabelecidos há muitos anos nos portos.”

Trecho da reportagem “Estímulo à modernização” publicada em 11/08/30 pela revista Portos e Navios (https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/estimulo-a-modernizacao).

Glossário

PCS – Port Community System

É uma plataforma eletrônica que conecta os múltiplos sistemas operados por uma variedade de organizações que compõem um porto ou comunidade aeroportuária. É compartilhado no sentido de que é criado, organizado e utilizado por empresas do mesmo setor – neste caso, uma comunidade portuária.
Composta usualmente por:

  1. Agentes / Linhas de Navegação;
  2. Alfândega e impostos especiais de consumo;
  3. Fornecedores de logística / transitários;
  4. Outras agências governamentais (OGA);
  5. Operadores Ferroviários e Rodoviários;
  6. Operadores de terminais / autoridades portuárias;
  7. Operadores de armazém (estações de frete para contêineres CFS).

A troca segura e inteligente de informações possibilita otimizar, gerenciar e automatizar os processos portuários e logísticos, contribuindo para um processo eficiente que aprimora a posição competitiva das comunidades aéreas e portuárias.

LPS – Local Port Services

O Local Port Service (LPS) é um serviço aplicável a um terminal portuário onde, como conclusão de estudo preliminar realizado a partir do volume de tráfego e avaliação de risco formal, foi identificada que a implantação de um VTS é uma medida excessiva ou inadequada, considerando as especificidades do porto e custos de implantação envolvidos.

A provisão de LPS foi projetada para melhorar a segurança portuária e a coordenação dos serviços portuários com a comunidade portuária, disseminando informações às embarcações e aos operadores de atracação e terminais. Preocupa-se principalmente com a gestão do porto, fornecendo informações sobre as condições do cais e do porto. A provisão de LPS também atua como um meio de ligação entre embarcações e estivadores e outros serviços portuários, além de fornecer uma base para a implementação dos planos de emergência portuária, quando necessário.

VTS – Vessel Traffic Service

Serviço de Tráfego de Embarcações (VTS) é um auxílio eletrônico à navegação, com capacidade de prover monitorização ativa do tráfego aquaviário, com o propósito de ampliar a segurança da vida humana no mar, a segurança da navegação e a proteção ao meio ambiente nas áreas em que haja intensa movimentação de embarcações ou risco de acidente de grandes proporções.

Devido a sua capacidade de identificar, monitorar e contribuir para o planejamento das movimentações de embarcações, além de possibilitar a divulgação de informações e assistência ao
navegante, o VTS contribui para as seguintes tarefas:

  1. Salvaguarda da vida humana no mar;
  2. Segurança da navegação;
  3. Aumento da eficiência do tráfego marítimo;
  4. Prevenção da poluição marítima e adoção de medidas de emergência antipoluição;
  5. Proteção das comunidades e infraestruturas contíguas à área de VTS.

Adicionalmente, um VTS também pode contribuir para o aumento da eficiência das atividades portuárias e para apoio das atividades de segurança no setor marítimo, havendo uma distinção entre VTS dedicados ao serviço portuário e costeiro.

VTMIS – Vessel Traffic Management Information System

O Sistema de Gerenciamento e Informação do Tráfego de Embarcações (VTMIS de Vessel Traffic Management Information System) é uma ampliação do VTS, na forma de um Sistema Integrado de Vigilância Marítima, que incorpora outros recursos de telemática a fim de permitir aos serviços aliados e outras agências interessadas o compartilhamento direto dos dados do VTS ou o acesso a determinados subsistemas, de forma a aumentar a efetividade das operações portuárias ou da atividade marítima como um todo, mas que não se relacionam com o propósito do VTS propriamente dito. Entre os recursos de um VTMIS podem ser citados:

  1. Sistemas de gerenciamento do Porto;
  2. Sistemas dedicados à segurança portuária;
  3. Sistemas de apoio da praticagem;
  4. Sistemas de gerenciamento de carga e da propriedade em geral;
  5. Planejamento de acostagem;
  6. Sistemas de cobrança de taxas portuárias;
  7. Controle de quarentena;
  8. Controle alfandegário;
  9. Apoio às operações da Polícia Marítima, tais como repressão aos ilícitos contra navios, contrabando, narcotráfico, etc.

Nos VTMIS, é mandatório que os VTSO não sejam envolvidos na operação do sistema, de forma que não fiquem sobrecarregados com outras atividades além da operação do VTS. Caso seja julgado conveniente pelo Controlador do VTS, poderão ser designados e treinados operadores
específicos de VTMIS para atender apenas às necessidades do porto e serviços aliados, sem interferir com a operação do VTS.
A Autoridade Marítima não tem papel a desempenhar com relação ao VTMIS, sendo sua atuação direcionada apenas para o “Auxílio à Navegação” representado pelo VTS e os benefícios que poderá trazer ao navegante em termos de segurança da navegação, ordenamento do tráfego e proteção ao meio ambiente marinho. Neste escopo, os dados produzidos no VTS deverão ser disponibilizados com os Agentes locais da AM.

E-navigation

A Organização Marítima Internacional (IMO) define o e-Navigation como sendo:

” Coleta, integração, intercâmbio, apresentação e análise harmonizados de informações marítimas, a bordo e em terra, por meios eletrônicos, com o propósito de aprimorar a navegação de berço a berço do cais e serviços relacionados, para a proteção e a segurança no mar, bem como a preservação do ambiente marinho”.

O e-Navigation não é um tipo de equipamento, mas sim um “conceito” que contempla uma ampla gama de sistemas e serviços integrados de informação, relacionados à navegação. O conceito baseia-se na harmonização dos sistemas de navegação e dos serviços de apoio em terra.
O propósito é a redução de erros, tornando a navegação nas áreas marítimas e nas vias navegáveis interiores mais confiáveis e mais simples.
Como parte dos requisitos básicos, acordou-se que a implantação e operação do e-Navigation deve ser baseada nas necessidades do usuário e não ser impulsionada pela tecnologia.
Foi identificada e aprovada uma lista de necessidades do usuário (necessidades do usuário a bordo, em terra e das autoridades dos Serviços de Busca e Salvamento – SAR):

  1. A arquitetura global para o e-Navigation;
  2. Uma proposta para o desenvolvimento de uma Estrutura Comum de Dados Marítimos (CMDS);
  3. O uso do padrão S-100 da Organização Hidrográfica Internacional (OHI) como base para a criação de uma estrutura para o acesso de dados e serviços no âmbito da Convenção SOLAS.

Com base nas necessidades identificadas dos usuários e após o cumprimento de uma sistemática própria da IMO foram priorizadas cinco soluções para o e-Navigation:

  • S1: projeto de passadiço aperfeiçoado, harmonizado e funcional;
  • S2: padronização e automatização de relatórios;
  • S3: aprimoramento da confiabilidade, resiliência e integridade dos equipamentos do passadiço e informações de navegação;
  • S4: integração e apresentação, em display, das informações recebidas via equipamentos de comunicações;
  • S5: aperfeiçoamento das comunicações no portfólio dos serviços de VTS (não limitado às estações VTS).

As soluções S2, S4 e S5 têm como foco a transferência automática de informações e dados entre todos os usuários (navio-navio, navio-terra, terra-navio e terra-terra) enquanto as soluções S1 e S3 promovem o uso funcional e prático de informações e dados a bordo.

Bibliografia:
  1. https://ipcsa.international/pcs
  2. O que é um PCS?
  3. https://www.marinha.mil.br/dhn/sites/www.marinha.mil.br.dhn/files/normam/NORMAM-26-Rev3.pdf
  4. https://www.portland-port.co.uk/Local+Port+Service
  5. https://www.marinha.mil.br/dhn/?q=pt-br/e-navigation

Navalport realiza primeira atração a laser utilizando SMA em…

DONG-A MAIA

No dia 07/05/2020 a Navalport, juntamente com o Porto de Suape e  Transpetro, realizou a primeira atracação a laser utilizando o SMA (BAS – Berthing assisted system). Sistema de segurança e gestão de manobra. O sistema oferece ao operador as ferramentas necessárias para o aprimoramento da gestão de operações e segurança dos recursos aquaviários. O navio DONG-A MAIA atracou às 16h e teve sua manobra acompanhada em tempo real, tanto por aplicação mobile como na central de operação. Informações como distância de proa e popa, velocidade de aproximação são informadas em tempo real e posteriormente salvas no banco de dados, possibilitando consultas, assim, garantindo ao operador e ao porto maior segurança e liability das manobras.

Operação externa realizada com tablet robustecido

Em cais, o display auxilia o prático e operadores da área externa informando a velocidade de aproximação de proa e popa do navio, utilizando de cores para indicar conformidade da velocidade em relação ao estabelecido como segura. Auxiliando estes nas manobras de atracação.

Displays no PGL 3B

Após a atracação, o sistema disponibiliza para o operador uma tela onde será feito o plano de amarração.

Tela de amarração do SMA

Nesta tela, as tensões exercidas sobre os ganchos são exibidas. O SMA soará alarmes em casos de detecção de possíveis cordas folgadas ou acima da tensão limites, afim de evitar rompimento, compressão das defensas e/ou deriva do navio.

Veja também:

Esclarecimento de matéria

A Navalport Tecnologia Ltda. (NAVALPORT) em atenção à longa relação de respeito e cooperação com o Porto de Suape em todos seus constituintes, e em particular à Autoridade Portuária, à Praticagem, vem através dessa nota ESCLARECER QUE em 29 de maio de 2020 o portal TI Inside publicou a matéria online “NavalPort implanta Sistema de Gestão e Segurança no Porto de Suape (https://tiinside.com.br/29/05/2020/navalport-implanta-sistema-de-gestao-e-seguranca-no-porto-de-suape/) onde apresenta a nossa empresa no contexto da entrega do Sistema de Monitoramento de Atracações, e especialmente sobre a primeira atracação monitorada realizada no PGL3B.

Entretanto achamos que a redação simplificada final do artigo e a omissão de prévio contexto permitem interpretações ambíguas de alguns pontos e a acreditamos ter a obrigação de nos manifestar de forma a deixar inequívoco a nossa intenção de comunicação. Em particular, destacamos final do terceiro parágrafo, onde há uma citação dada como literal, em “aspas”:

“Isso porque, até agora, não há nenhum controle. Então, diversas manobras ocorrem com a velocidade de toque ligeiramente acima dos limites estipulados para o berço, acumulando microdanos estruturais que comprometem a vida útil de toda estrutura”.

Por isso, e para que fique explícito pedimos que esse trecho seja substituído por:

“Isso, porque até agora não havia nenhum sistema automatizado de monitoramento e controle das atracações. Todas as manobras serão monitoradas e as que eventualmente excedam os limites operacionais serão devidamente analisadas para a avaliação do impacto nas estruturas de cais”.

Reiteramos que a Navalport é uma empresa de tecnologia portuária e trabalhamos para entregar produtos e projetos que proporcionem a melhor eficiência e a máxima segurança para todos os envolvidos.

Tecnologia à Vista

FAPESP Na Mídia

O Brasil ainda está longe de se valer, de maneira estratégica e sistêmica, do seu potencial aquaviário, dadas as suas características continentais e de grande exportador internacional. No quesito percepção de qualidade da infraestrutura portuária aferido pelo Fórum Econômico Mundial em 2015, o Brasil já ocupava a 119ª posição entre 140 países avaliados.